Desenhei com caneta grossa azul em um papel branco. Era um casal abraçado na beira de um rio, no meio do mato, uma paisagem agradável, muito bonita. Os traços iam surgindo e o desenho se formando. Certa hora, eu me transformei na mulher que desenhava, e eu ia sentindo o que era desenhado, sentia um suave toque no braço quando ele era desenhado, mas quando eu olhava, tudo já estava do jeito certo (não tinha nada ainda a desenhar, meu corpo estava formado). A terra era úmida e fria, a gelada água do lago encostava na roupa e o mato cheirava bem…
Posts de Maio, 2008
Esboços
Maio 21, 2008Basquete
Maio 21, 2008Estava numa quadra, sentada no canto, no chão, tipo quadra de colégio, de cimento, com mais pessoas. Várias pessoas, na maioria meninos, jogavam correndo que nem uns loucos. Apareceram bebês chutando bolas de basquete, e uma criança chinesa me olhava, sorria, e chutava a bola em mim, bem fracamente. Eu devolvia, ela sorria, e chutava mais uma vez. Depois passou a chutar em outras pessoas que estavam comigo, as outras crianças chutavam entre si. Conversei coisas comuns com as pessoas (não lembro, mas eram coisas comuns, tipo casamento, tempo, horas). Aí entraram na quadra vários caras jogando basquete no estilo street, pulando pra lá e pra cá, e um rap ou black bem estilão MTV começou a tocar incrivelmente alto. Os caras jogavam e dançavam. Eu me levantei.
Havaianas
Maio 21, 2008Um daqueles estandes, trecos de pendurar chinelos, com várias Havaianas no estilo “de pedreiro” (sem depreciação alguma, apenas para indicar). Vários modelos novos, ainda nesse estilo.
“Olha, novos modelos de pedreiro! Não sabia que existiam ainda!”, alguém do meu lado fala. Tinha uma que era azul calcinha com estampa de oncinha. Mas tinham as tradicionais também, branca e azul, branca e preto, branca e rosa, branca e amarelo.
São as que eu mais gosto, pra falar a verdade. Mas na hora, nem falei.
Sada
Maio 16, 2008Em uma sala, alguém disse para Cheiko que era bom depilar a bolsa escrotal (vulgo saco) da Greta (Greta é uma gata, fêmea). Assim, ela pegou a gata, e o fez, com uma maquininha preta que fazia um barulho chato. Aí umas pessoas gritaram “nãão”!
Sigur Rós
Maio 14, 2008No pé da cama haviam monitores (parecia que eu estava acordada). Eles lembravam os do estúdio da TV CECH. Era pra gente (tinha mais alguém, ou mais duas pessoas) escolher algum vídeo feito por nós para passar em um desses monitores, e assim depois passar em um festival (era o de Gramado ou o de Cannes). Escolhi um clipe do Sigur Rós (era muito bonito, por sinal, com fotografia azulada), e pus o VHS em um vídeo que ficava perto das telas. Aí surgiu uma espécie de consciência dentro do sonho: peraí, eu nunca filmei ou gravei nada para o Sigur Rós!
Passeio
Maio 14, 2008Indo para Porto Seguro estava, com amigos e mais um monte de gente conhecida (mas sem a metade da euforia do terceiro colegial; era mais um passeio entre amigos). Aquela sensação de que havia esquecido tudo. De fato, carregava só uma mochila. Fiquei pensando nos esquecimentos, sentada no avião.
Spam
Maio 14, 2008Estava mandando um spam para as pessoas do meu e-mail da Hotmail. O spam virou Spam de repente, nome de um cachorro enorme e peludo que me perseguia numa rua. Eu corria, mas ele sempre chegava mais perto. Parei em um poste, me segurei nele, e me protegi. Ele não me pegou, e eu acordei.
poema ema
Maio 12, 2008poema ema começa com po termina com ma
a rima é velha e ninguém caçoa
tudo ecoa no verso que renova
poeta eta brinca com verso e rememora
não foi o poeta do ano nem fez o verso da vez
criou poema ema que brinca com tudo e com todos
começa com po termina com ma.
Alguém disse
Maio 12, 2008Vai lá e avisa o cara que isso tá com curto-circuito.
Vagas
Maio 12, 2008Uma amiga, Tariana, tinha ganhado uma casa em uma ilha muito bonita; era um desses lugares paradisíacos, tipo Bali. Estava eu lá, andando, e cheguei no imóvel. A casa era de uma beleza simples de amar. Ela e sua mãe saem da casa, indiferentes, pegam seu motorhome e me deixam lá, e no carro aparecem mais algumas amigas minhas que nem ouvem quando eu as chamo. Ondas pegam na beira do veículo, o qual balança, e sai andando; as ondas agora só pegam nos meu pés e canelas. Volto para a casa. A janela é larga e tem uma vista para o mar incrível, este que aqui é lindo (aquele azul foto de calendário, bem transparente, mas vivo), e como moldura existem umas folhas de coqueiro (bem clichê, por sinal); a casa tem o pé na areia, fincada nela, exatamente de frente para a praia, uns 6 carros de distância até a água (não lembro que carro foi minha base para o cálculo hahaha imagino que um carro de 4 ou 5 metros). Por mais estranho que pareça, eu achava aquele ambiente salino agradável. De repente, toca à porta um calouro, e pergunta pelas minhas amigas; é o Plínio. Digo que saíram mas logo voltam (ninguém havia me dito nada sobre voltar). Ele entra, e no que entra, entram mais uns 12 do primeiro ano. Sentam no sofá que acabara de aparecer, ligam o DVD, que está com um DVD com fotos do ensaio da Frida e mais outras. Peço para que não cliquem nas fotos amarelas (que são as da Frida), eles questionam, mas não clicam nas fotos. Depois, digo que há um vídeo legal para eles verem, Getaway Stockholm, vou lá e ponho (esse vídeo de fato existe, mas nem é tão legal assim). Acordei logo, depois de um carro acelerar fritando pneu (faz parte do vídeo), em uma tela pixelizada.